Default
Google

Voltar ao começo
Os Simbecis
Quem São
FAQ
A vizinhança
Tentativas Frustradas
Momento Simbecil

HISTÓRIAS

Eles vivem!
Uma semana boa!
Uma idéia científica
Simbecis vs Brown
Kiki
Dia dos Namorados
O Artista
A Reforma
O Primo
Eu sonho com Maria
Encontro com Maria
Ruby
Halloween - parte 1
Halloween - parte 2
A Namorada do Lúcio
O Romance de Drew
Encontro Marcado
Férias na Praia
Férias no Acampamento
Férias na Neve
O Primo Zé - parte 1
O Primo Zé - parte 2
Totó
Suzana
A Lanchonete
André e Ruby

 


O Primo Zé Bobo - parte 1
publicado em 12/03/2003

Os Simbecis têm um primo que ainda não foi mencionado: o primo Zé Bobo. Não, ele não é nem um pouco bobo. Na verdade, ele é um gênio. O pai dele era físico e químico e o Zé bebeu uma das fórmulas do pai quando era criança e ficou ainda mais inteligente do que já era.
O André é quem tem mais contato com o Zé, se é que pode-se chamar de "ter contato" telefonar de vez em quando ou ir comer uma pizza a cada seis meses... mas é quem tem mais amizade com ele, o André até foi padrinho de casamento do Zé.
A última vez que todos os Simbecis se reuniram com os Bobo foi no casamento do Zé com a Maria (não, não é aquela Maria do André).

O Zé e a Maria se casaram há alguns anos. Eles estavam muitíssimo apaixonados. Maria é advogada e eles se conheceram numa ocasião que o Zé precisou de um advogado para resolver um problema de uma patente de uma nova fórmula de caramelo. Eles se apaixonaram instantâneamente e quatro meses depois resolveram se casar. Eles fizeram uma cerimônia simples, deram uma linda festa e foram direto para a lua-de-mel, num hotel afastado nas montanhas nevadas. Tudo muito romântico. Eles precisavam aproveitar bastante aquela viagem, porque na volta o Zé iria começar uma pesquisa nova seríssima, patrocinada pelo Instituto de Culinária & Doces, para descobrir uma fórmula perfeita de açúcar para se colocar em rocamboles de chocolate.

A viagem foi inesquecível, do tipo que só se tem uma vez na vida. Eles ficaram praticamente o tempo todo sozinhos, passeando, curtindo a lareira do hotel, a banheira quente e tendo muitos momentos românticos.

Como era de se esperar, nove meses depois nasceu o filho deles, o Bob.
O Bob se revelou desde cedo um menino absolutamente normal. Para fazer companhia a ele, o Zé resolveu adotar uma cachorrinha que eles chamaram de Lua, uma beagle muito agitada e de bom humor. O Zé teve certeza de que Lua seria uma excelente companheira para o menino.

O trabalho do Zé com sua nova pesquisa passou a tomar mais tempo do que ele havia calculado inicialmente. O trabalho de Maria como advogada também estava tomando muito do tempo dela. Maria estava prestes a aceitar um cargo de juíza no fórum municipal. Bob ficava muito tempo sozinho com Lua e começava a ir mal na escola. Para melhorar essa situação os Bobo resolveram contratar uma governanta. O Zé fez uma busca em agências especializadas e contratou a Letícia.

A Letícia logo se revelou de uma importância inestimável para o Bob. Ela acordava ele de manhã, preparava o café da manhã dele, cuidava dos empregados da casa, ajudava o Bob na lição de casa, levava ele para passear no parque, cuidava da Lua. No Natal ela foi a primeira pessoa a acordar de manhã para desejar Feliz Natal ao Bob e abrir os presentes com ele. Mas com a presença de Letícia, o Zé e a Maria passaram a trabalhar ainda mais, porque não precisavam mais se preocupar com o filho e com a organização da casa.

Um novo problema surgiu na vida dos Bobo, embora ainda ninguém soubesse disso: a Maria conheceu um rapaz. Orlando - esse era o nome do indivíduo - tinha sido preso por vender máquinas de bolhas aditivadas com gás de refrigerante - o que todos sabem que é absolutamente ilegal. A Maria defendeu e venceu o caso dele usando um problema técnico com uma das evidências. Orlando a convidou para jantar em agradecimento e ela aceitou. Como os Bobo passavam a maior parte do tempo fora de casa trabalhando, Maria iniciou um discreto romance tórrido com Orlando após os horários de trabalho - e o Zé Bobo continuou alheio a tudo, pesquisando sua fórmula de açúcar.

O Zé passava tanto tempo no Instituto Gastronômico que a Maria, logo depois da primeira semana saindo com o Orlando já nem se preocupou em ser muito discreta. Eles estavam se encontrando quase que diariamente depois do horário de trabalho da Maria, e ele a levava até em casa, se despedindo dela com beijos no jardim.
Quem acabou ajudando o pai acidentalmente foi o Bob. Na véspera de Ano Novo, os pais chegaram quase na hora da ceia, e o Bob, cansado de não conseguir vê-los, reclamou, e muito! Sensibilizados - e se sentindo muito culpados - os dois Bobo resolveram fazer uma viagem de férias em família para tentar compensar o fato de que não passavam quase nenhum tempo juntos como uma família.

(continua)

 


Acquiring image from ProHosting Banner Exchange