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A
ÉTICA DO PESCADOR SUBAQUÁTICO
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A pesca sub, no nosso entender, pelas características de que se reveste é um esporte com uma ética mal definida e pouco difundida, por ser um esporte novo e com poucas tradições no nosso país e, mais ainda, pelo isolamento de muitos praticantes. Vamos pois tentar dar conselhos que evitem as tristes figuras que vamos observando. Nós amamos este esporte, queremos vê-lo dignificado e respeitado e apelamos a todos os que o praticam, que respeitem e se compor tem como desportistas. Todos beneficiaremos se obtivermos uma boa imagem junto do público e das populações. Há diversos aspectos e situações a evitar: Temos em primeiro lugar o veraneante, que se arma de uma parafernália mais ou menos impressionante e se sente no direito de furar meia dúzia de peixinhos imprestáveis sob qualquer ponto de vista apenas para exibindo-os, justificar perante a claque familiar ou outra, a compra do material e a sua utilização, ou para ser diferente. Este "Ás" dos mares tem também uma certa inclinação para freqüentar pesqueiros tradicionais de pesca com vara de bambu. Em primeiro lugar o caçador não caça nas praias, evita-as até, pois detesta dar espetáculo e sabe serem estas quase despovoadas de peixes. Para o caçador que anonimamente passa um dia de praia é um espetáculo ridículo, e até revoltante, o deste Netuno que avança inchado por entre os banhistas, alardeando o material e exibindo uma tainha de palmo e duas sarjetas justamente apelidadas de "relógio de pulso". E que dizer do que freqüenta os pesqueiros com vara de bambu? Além da evidente falta de respeito pelos outros, está a denegrir a nossa imagem junto daqueles que após uma sessão nos ficarão com profunda aversão. Este indivíduo cuja técnica muito deixa a desejar, foi justamente alcunhado por "cu de rolha". Pior ainda é o grupo que assenta arraial em certas praias, e com grande exuberância transporta material, barco, etc, incomodando quem está, abandonado toda a sorte de embalagens e cometendo atropelos variados, inclusive da lei, que o seu entusiasmo não deixa ver. Sejam comedidos, os caçadores é discreto, quanto menos der nas vistas melhor. E para quem está na praia é péssima a imagem desta invasão bárbara, que faz barulho, suja, diz palavrões, atira areia, atropela, etc. Se tivermos de entrar nalguma praia vamos procurar fazê-lo bem cedo e em qualquer caso, vamos pôr o barco na água arrumá-lo rapidamente e sair, vestindo-nos depois. O barco é transportado por um trajeto já estudado, e se por razão de força maior nos equipamos em terra é preferível deixar o barco pronto a entrar e equipamo-nos discretamente junto do carro. Se não há barco procede-se desta última forma. E que dizer do caçador que rouba dos covos, alcatruzes e outras artes de pesca? Só serve para acirrar contra nós os profissionais, que passam a encarar-nos a todos pelo mesmo juízo, e deixamos de contar com este precioso apoio, para obter desde transportes a informação sobre bons locais etc. Temos também o brilhante salvádego que se apropria do material que os outros tem a secar e depois chegam a vendê-lo ao próprio ou a amigos. Aqui a principal vítima é o caçador estrangeiro, que fica com péssima impressão a nosso respeito, independentemente de sermos ou não caçadores.
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