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ÍNDICE
| Configuração
Hogarthiana |
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| Cilindros |
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| Harness
e Backplate |
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| Colete
tipo Asa |
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| Reguladores |
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| Roteamento
de Mangueiras |
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| Lanternas |
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| Cilindros
de "Stage" e descompressão |
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| Cilindros
de Argônio |
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O mergulho técnico sofreu mudanças significativas durante a última década, mas poucos temas continuam sendo tão polêmicos como a configuração do equipamento de mergulho técnico. Dezenas de estilos surgiram clamando ser o mais efetivo, o mais seguro, o mais fácil, ou em suma o mais "técnico". Alguns recomendam um estilo em detrimento dos outros, outros advogam que cada mergulhador deve utilizar aquele estilo que o faça sentir mais confortável. Em vista de toda esta polêmica, como pode um mergulhador tomar uma decisão abalizada e razoável? Na minha opinião, a maneira mais sensata de se chegar a uma conclusão é angariar informações e avaliar quais das opções disponíveis satisfaz da melhor maneira suas necessidades e requisitos. A maioria das opções disponíveis para configuração de equipamento permitem ao mergulhador executar um mergulho técnico. Até mergulhadores "recreativos" conseguiram executar mergulhos "técnicos" e retornar ilesos da aventura, mas apesar disto é consenso que um certo mínimo de equipamentos é necessário para adentrar no reino do mergulho técnico com segurança. E a questão central deste tema é qual equipamento utilizar e como configurá-lo. Na minha busca pela configuração ideal experimentei vários estilos e acabei me tornando um firme defensor do estilo Hogartiano, concebido por William Hogarth Main e continuamente aperfeiçoado pelo WKPP, indiscutivelmente o grupo de mergulhadores técnicos com o melhor histórico da área, tanto em termos de metas atingidas como em termos de segurança. Tanto o WKPP e em particular o seu diretor, George Irvine, gozam de uma reputação controvertida. Na minha experiência pessoal, se você estiver afim de aprender, eles estão afim de ensinar e são um dos poucos que têm algo a acrescentar nesta área do mergulho técnico. Para aqueles que desejam conhecer mais sobre este estilo de configuração, continuem lendo. |
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O conceito básico do equipamento é a simplicidade, ou quanto menos melhor. Se você não necessita do item durante o mergulho, não o leve consigo. Num meio onde o que predomina são as conversas sobre redundância absoluta, os mergulhadores hogarthianos esperam e confiam que sua real redundância é seu parceiro de mergulho. Através de uma configuração que é ao mesmo tempo hidrodinâmica e confortável, o mergulhador enfrenta menos "stress", "task loading" e portanto consegue melhorar seu consumo de gás. Um dos principais aspectos a ser considerado em qualquer configuração é se perguntar se você consegue descrever suas ações para enfrentar um determinado problema em apenas uma linha. Caso você não consiga, seu método não irá funcionar debaixo d’água. Só como exemplo, considere os seguintes possíveis problemas: (1) compartilhar gás ou gerenciar consumo de gás utilizando cilindros duplos independentes, e (2) uso de uma mangueira longa armazenada em "loops" e presa por tubos elásticos numa situação de falta de gás. Tente explicar para o seu parceiro como você executaria as tarefas descritas. Se a descrição for muito complexa, o método não funcionará quando você mais precisar dele. Os "links" abaixo vão levá-lo a uma descrição detalhada do sistema hogarthiano. Mesmo se você decidir não adotá-lo, nós da Tech Diving esperamos que você absorva os fundamentos do sistema (simplicidade, hidrodinâmica, busca continua da perfeição, minimalista) e aplique-os nos seus mergulhos. Por último, eu gostaria de compartilhar alguma afirmações feitas a mim pelo George Irvine e Jarrod Jablonski: |
| Lembre-se
que quanto menos melhor, se você não precisa do item, não leve-o consigo
– se ele adiciona um ponto de falha, não use-o. |
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| NUNCA
aceite nenhum equipamento que não esteja em perfeitas condições e 100% de
acordo com seus critérios – habitue-se a corrigir imediatamente todas as
imperfeições. |
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| Lembre-se que seu parceiro de mergulho é sua redundância. Não aceite mergulhar com pessoas que não possam assumir tal compromisso. |
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O ponto básico de partida são os cilindros duplos, que são unidos através de um "manifold" com registro isolador. O isolador é um componente essencial, permitindo acesso a todo o gás disponível nos cilindros duplos, mesmo após uma falha de regulador, mangueira, ou "O’ring". São utilizadas cintas de aço inoxidável para manter os cilindros duplos montados na posição correta, permitindo também que eles sejam montados no "backplate" via parafusos de 8 mm. Quais cilindros?
Os cilindros devem ser mantidos o mais livre de adereços e adornos, sem "boots" nem redes de nenhum tipo. As duplas são mantidas na posição através de bandas de aço inoxidável. A função principal de um "boot" é manter os cilindros na posição vertical, algo que seu instrutor de mergulho básico lhe ensinou a não fazer. Outro ponto negativo dos "boots" em cilindros de aço é que eles escondem um possível local de corrosão, que só será notada por ocasião dos testes periódicos, quando normalmente é tarde demais para evitar que o cilindro falhe. Redes de "proteção" geralmente rasgam e podem enganchar em saliências de naufrágios/cavernas, tornando-se um ponto de enganchamento. Além disso as redes diminuem o perfil hidrodinâmico dos cilindros. Para maiores informações de como montar uma dupla, visite o "site" http://www.cisatlantic.com/trimix/doubles/doubles.htm. Quanto a adesivos e similares, mantenha o absolutamente mínimo necessário. Para maiores dados sobre como identificar seus cilindros, visite o "site" do WKPP sobre identificação de cilindros (http://www.wkpp.org/tanks/index.html). |
D-Rings nos cilindrosÉ muito comum observarmos fotos de cilindros que possuem "D-rings" montados em sua parte inferior, normalmente utilizadas para prender lanternas, carretilhas, etc. Na verdade estes pontos de fixação estão localizados num lugar péssimo. Os "D-rings" são um ponto de enganchamento para qualquer cabo ou monofilamento com o qual o mergulhador entre em contato. Qualquer lanterna presa nestes "D-rings" estão livres para balançar e se chocar contra os cilindros, aplicando uma vibração excessiva nos filamentos da lâmpada, fazendo com que elas falhem na hora em que você mais precisar delas. Ou então que elas falhem durante a caminhada entre o ponto em que você se equipa e o ponto de mergulho. E os manifolds?Os cilindros são unidos através de um manifold com registro isolador, constituindo a maneira mais simples de gerenciar seu suprimento de gás. As única exceção é quando você está mergulhando solo ou com "side mounting", quando então a configuração de cilindros completamente independentes faz mais sentido. Mergulho com cilindros independentes exige um cuidado maior e uma capacidade extra para efetiva gerência do suprimento de gás. A experiência tem mostrado que a maioria dos mergulhadores que utilizam configuração de cilindros independentes comete erros na gerência do suprimento de gás.
O fato do manifold possuir um registro isolador NÃO PERMITE que o mergulhador mergulhe com diferentes misturas em cada um dos cilindros da dupla. Esta é uma prática extremamente perigosa. O manifold é constituído por registro e "O-Rings", assim como o registro de seus cilindros tradicionais, e portanto também está sujeito a falhas. Sendo assim, é importante examinar o manifold que você irá adquirir para garantir que o melhor projeto está sendo utilizado. Saiba que redundância que não pode ser utilizada não é redundância: você deve ser capaz de alcançar e manipular (abrir/fechar) com conforto todos os registros do seu manifold, mesmo durante o mergulho. No caso da falha de uma mangueira de alta pressão ou de um "free flow", a primeira providência é fechar o registro isolador, de modo a proteger o conteúdo de um dos cilindros. Imediatamente a seguir, deve-se fechar o registro associado à falha, quando então pode-se reabrir o registro isolador para dar acesso a todo o suprimento de gás.
O manifold
e os registros podem sofrer sérios danos caso você não seja cuidadoso.
Alguns mergulhadores tentam protegê-los com "gaiolas" ou protetores, mas
estes dispositivos são sérios candidatos a enganchamentos, além de dificultarem
sobremaneira o acesso aos registros do manifold,impendindo acesso rápido
e fácil às manoplas em uma eventualidade. Caso você esteja atingindo várias vezes o teto da caverna ou naufrágio, talvez seja o caso de aprimorar sua técnica. Com certeza a melhor solução para proteger os registros é evitar o choque em primeiro lugar. Outro aspecto importante na seleçãodo manifold são as manoplas. Na eventualidade de haver o choque da manopla, é importante que ela não fique inutilizada. As manoplas possuem um disco de metal em seu interior que se encaixa no eixo do registro. A combinação do material da manopla e da espessura deste disco de metal irão ditar a resistência da manopla a choques. Carregando a dupla pelo manifoldTodos nós já vimos isto acontecer em uma ocasião ou outra, em lojas ou operadoras. Carregar a dupla pelo manifold não é uma boa prática, pois aplica um esforço extra no manifold. Caso você veja este tipo de atitude numa loja de mergulho com a sua dupla, solicite polidamente ao técnico de misturas da loja para que não o faça mais. Sugira que ele pegue a dupla pelos dos registros da dupla ou para que uma das mãos peque um dos registros e a outra pegue o fundo do mesmo cilindro, de modo que a dupla fique atravessada ao longo do peito do carregador. Lembre-se que a pessoa que está carregando a dupla de maneira inapropriada pode simplesmente ignorar que isto pode ser prejudicial para o manifold e que esta é uma ótima oportunidade para educá-la. Alta pressão x Baixa PressãoCilindros de alta pressão, tais como os cilindros da linha Genesis, geralmente não são uma boa escolha, já que apresentam características desfavoráveis de flutuabilidade e uma relação pior entre pressão e volume. Além disso, é importante ressaltar que as leis dos gases tornam-se não-lineares acima de 3.300 PSI (220 bar), diminuindo em muito a precisão da mistura. DIN x YokeO sistema DIN é o mais aceito no meio do mergulho técnico. Seu sistema de "O-Ring" capturado em um "berço" apresentam uma menor probabilidade de extrusão do "O-Ring" que leva a um vazamento de gás. Além disso, o sistema Yoke foi projetado para trabalhar em pressões de até 3.000 PSI (207 bar). FlutuabilidadeConforme o gás de seus cilindros é consumido, seus cilindros vão ficando mais leves. Todos nós aprendemos no curso de mergulho básico que devemos ajustar nossa flutuabilidade com os cilindros vazios. Da mesma maneira, os mergulhadores técnicos devem ajustar sua flutuabilidade com os cilindros vazios e a uma profundidade de 6 metros. Para aqueles que necessitarem de peso adicional, recomendamos a utilização dos pesos em forma de "V", que ficam acondicionados entre o backplate e a dupla. Maiores detalhes destes pesos podem ser encontrados aqui.
Harness e Backplate
O Harness deve ser feito com uma cinta contínua de 2 polegadas de largura, sem nenhum clip ("quick release" ou não). Isto faz com que o harness componha um sistema muito mais forte, sem ser propenso a falhas que podem ser catastróficas durante o mergulho. Para aqueles que desejam um diagrama, o "site" do Jeff Bentley apresenta um diagrama que exemplifica como fazer este "harness".
A fita do harness possui um "D-Ring" em cada ombro e um "D-Ring" no lado esquerdo da cintura, onde se prende o manômetro. Normalmente o clip utilizado no manômetro é preso à mangueira de alta pressão, diminuindo o risco de uma quebra acidental do mesmo. Estes 3 "D-Rings" são suficientes para montar todos os "stages" que porventura sejam necessários durante o mergulho. A fita do harness possui um banda extra de câmara de bicicleta, que será utilizado para fixar a lanterna de "backup" no caso de falha da banda original. A mangueira corrugada e a mangueira de baixa pressão do colete equilibrador tipo asa são mantidos juntos via 3 bandas de câmara de bicicleta e depois são presos ao harness através de um elástico que fica posicionado logo acima do "D-Ring" do ombro esquerdo. Este método impede que a mangueira do BC se mova sem controle e fique for a de seu alcance. Você pode visualizar este método na página de roteamento de mangueiras.
Uma pequena faca com lâmina serrilhada e toda de metal deve ser montada na fita da cintura, no lado esquerdo antes da fivela, de acordo com a figura ao lado. O último item do harness é o "crotch strap", que vem do centro da parte inferior do backplate e tem um "loop" para que a fita da cintura passe através. Novamente temos um "D-Ring" na parte traseira do "crotch strap" que pode ser utilizada para fixar carretilhas, pára-quedas, ou para rebocar "scooters" de reserva. A parte dianteira do "crotch strap" também possui um "D-Ring" que é utilizado permitir que o scooter reboque o mergulhador. Geralmente, para o tipo de mergulho que este equipamento se propõe, a quantidade de cilindros e equipamentos significam que você não necessitará de um cinto de lastro. Caso você ainda necessite de peso extra, considere utilizar um peso em formato de "V" montado entre os cilindros e o backplate. Você pode ver mais detalhes sobre esta técnica no "site" do Jim Cobbs .
Colete tipo AsaComo sabemos pelo Princípio de Arquimedes, obtemos empuxo (ou sustentação) através da variação do volume do nosso BC. Mo caso de mergulho técnico utilizamos coletes do tipo "asa". Devemos selecionar a asa que melhor se adapte ao restante do sistema que estamos montando. As asas disponíveis que melhor se adequam ao estilo Hogarthiano são as asas da Seatec, Halcyon ou Dive Rite - modelo Tradicional. Todas elas são similares em construção, possuindo uma câmara interior recoberta por uma proteção externa, tipicamente de Cordura. Para aqueles que desejam proteção extra, o "site" do Jeff Bentley exemplifica como reforçar seu colete tipo "asa" no ponto mais propenso a perfurações. Durante o mergulho, os coletes "asa" Seatec, Dive Rite Tradicional e Halcyon ficam posicionados bem junto aos cilindros, "abraçando" os mesmos e reduzindo em muito sua área de arrasto. Todos eles oferecem sustentação similar, em torno de 45 a 50 libras, que deve ser mais do que suficiente para o mergulhador que estiver equilibrado apropriadamente para o mergulho a ser executado. Asas duplas ou câmaras redundantesNão concordo com a teoria da redundância de coletes. A carga adicional de tarefas ("task loading") e a complicação de equipamento inerentemente associada à existência de 2 coletes e 2 mangueiras de inflar trazem muito mais desvantagens do que vantagens. Lembrando-se sempre que o estilo Hogarthiano é um estilo minimalista e busca a simplicidade, qualquer sustentação adicional ou alternativa deve ser obtida através de outro equipamento que é capaz de servir a este propósito além do seu propósito original, tais como: roupa seca, pára-quedas, etc. Uma das desvantagens principais do método de asas duplas é enfrentar a inflagem descontrolada do colete equilibrador e não conseguir determinar qual mangueira de inflar está causando o problema, principalmente se isto ocorrer enquanto você está lidando com outro incidente ou problema de menor gravidade. Alguns mergulhadores alegam que isto pode ser evitado utilizando-se apenas uma única mangueira de baixa pressão para inflagem do colete, que seria movida para o colete reserva no caso de uma pane do principal. Ora, acabamos de comprometer seriamente exatamente o que estamos tentando atingir: a redundância de sustentação. No caso de falha associada ao regulador onde esta mangueira está conectada, ficamos sem sustentação nenhuma. Além disso, qualquer ar adicional presente no colete reserva – que provavelmente não será notado no início do mergulho, quando o mergulhador está mais pesado – irá afetar sua subida, forçando o mergulhador a lidar com a deflação da roupa seca, do colete principal e do colete reserva, além da possível necessidade de se manipular uma carretilha para descompressão. Não creio que já inventaram um mergulhador que possua tantas mãos assim. Asas com tiras elásticasApesar de a princípio parecer uma boa idéia, as tiras elásticas estão tentando resolver um problema que não existe e, no processo, introduzem outros problemas. As tiras elásticas exercem pressão contrária à inflagem do colete, forçando a atuação da válvula de sobrepressão ("dump valve") muito antes do colete atingir a pressão ambiente. Os elásticos também representam uma carga estática muito perigosa para os pulmões do mergulhador caso seja necessário executar uma inflagem manual. Caso eles estejam muito apertados, o que muitos mergulhadores fazem imaginando que terão menor arrasto, impedirão o colete de fornecer sua sustentação nominal. Já houveram outros tipos de acidentes relacionados com este tipo de colete, tanto que o fornecedor agora os envia com os elásticos soltos, cabendo ao mergulhador ou à loja amarrá-los. Com relação ao arrasto, na verdade o resultado obtido é o oposto do que se espera. Os elásticos impedem que o colete "abrace" os cilindros e a superfície do colete com elásticos causa o chamado efeito vortex, aumentando substancialmente o arrasto, sem mencionar os possíveis pontos de enganchmento criados por todos aqueles elásticos.
ReguladoresA compra de um regulador deve levar em consideração os seguintes aspectos. DesempenhoUm regulador especificado para 50 metros de profundidade é tudo o que você precisa para seus mergulhos, já que quando passarmos de 40 metros estaremos usando Trimix, certo? Devido à menor densidade do Trimix quando comparado com o Ar, respirar Trimix será mais fácil (mais "leve") do que respirar Ar. Para reguladores de "stages", também existem razões para você selecionar um regulador de bom desempenho – mais informações na seção de "stages" e descompressão. Construção e montagem do reguladorDeve ser possível desmontar o segundo estágio enquanto submerso, caso seja necessário remover contaminantes ou dobras na válvula de exaustão que possam estar forçando você a respirar "água". Mesmo um problema com o diafragma do segundo estágiopode ser reparado utilizando-se peças de outro regulador que já tenha sido utilizado ou ainda vá ser utilizado. Lembre-se que ninguém pode simplesmente interromper uma descompressão de 30 minutos para ir a uma loja de mergulho reparar seu regulador e retornar à descompressão. Nós utilizamos reguladores ScubaPro G200B ou G250. No caso do G250 é importante lembrar de remover o pino-trava frontal. Reputação do Fabricante, facilidades de manutençãoPergunte aos seus companheiros de mergulho e para aqueles que você conhece que realizam mergulhos mais avançados para verificar que reguladores eles utilizam. Verifique a frequência de falhas, quão fácil é obter peças para reparos, como é o desempenho dos reguladores ao longo do tempo, etc. Outras consideraçõesDeve-se fixar um clip pequeno na mangueira longa, perto do segundo estágio para permitir prender o regulador no D-Ring do ombro direito enquanto respirando de reguladores de "stages" ou de descompressão. Dê preferência a utilizar reguladores que não utilizem medidas fora de padrão para as mangueiras, pois isto irá dificultar a obtenção de peças de reposição ou de mangueiras de tamanhos diferentes. Considere ter todos os reguladores do mesmo fabricante e modelo. Isto simplifica sobremaneira a logística de manutenção, além de permitir que você troque os reguladores no caso de falhas inesperadas.
Roteamento das Mangueiras
Um dos aspectos mais importantes do "rig" é o roteamento das mangueiras. A idéia é de produzir uma arrumação que permita que as mangueiras saiam do primeiro estágio diretamente para "baixo" e depois sejam roteadas para seu "destino". Não se admite a utilização de adaptadores no primeiro estágio, pois isto adicionaria desnecessariamente outros pontos de falha. Todas as mangueiras devem possuir aquele protetor de conexão ("strain relief ") que alivia o esforço da mangueira no seu ponto mais frágil: o ponto de conexão ao primeiro estágio. Nós utilizamos dois métodos para rotear as mangueiras, cuja diferença básica entre eles é apenas de que regulador saem as mangueiras de baixa pressão que se destinam à roupa seca e ao BC. Os fundamentosO roteamento das mangueiras é executado da seguinte maneira: o mergulhador respira da mangueira longa (para saber mais por que respirar da mangueira longa, veja aqui), que está conectada no primeiro estágio do registro do ombro direito do mergulhador. A mangueira longa é roteada diretamente para baixo, numa linha reta entre o cilindro e o colete-asa, passa por baixo da caixa estanque das baterias da lanterna principal (veja a seção sobre lanternas), sobe diagonalmente cruzando o peito do mergulhador, passa por trás de seu pescoço chega na boca do mergulhador vindo por sobre o seu ombro direito. Esta mangueira deve ser a última a ser arrumada, de modo a impedir que ela seja superposta por qualquer outra coisa que impeça o emprego simples e direto no caso de uma situação de falta de ar. Quando o mergulho não exige uma lanterna principal, o mergulhador pode rotear a mangueira sob a bainha da faca que deve estar no seu cinto, ou simplesmente colocar um pequeno seio da manqueira sob o cinto do "harness". Um ponto importante é que a mangueira longa não é "sanfonada" e presa por elásticos em nenhum lugar. Os elásticos e a mangueira longa "sanfonada" atrasam o emprego da mangueira longa, não importa como ou onde os elásticos sejam utilizados para prende-la. Tente soltar uma mangueira presa por elásticos (os americanos chamam este método de "sutffed hose") e oferecê-la para um mergulhador em situação de falta de ar em menos de 2 segundos. O método de roteamento usado no sistema Hogarthiano permite isto: basta abaixar a cabeça e doar o segundo estágio principal e seu companheiro já ter gás. Com um simples gesto de dedão, remova o metro restante de mangueira debaixo da caixa estanque da lanterna ou do cinto e seu companheiro tem mais de 2 metros de mangueira para a saída da caverna ou do naufrágio. Mangueiras presas por elástico ("stuffed hoses") têm o hábito de se enganchar nos lugares mais inesperados ou ainda de se soltarem durante o mergulho. Quando isto acontece, não existe um método conveniente para se prender a mangueira novamente, tipicamente exigindo 2 mergulhadores para tal. O regulador secundário tem seu primeiro estágio no registro do ombro esquerdo do mergulhador, e sua mangueira passa por trás do pescoço e vai para sob o queixo, onde o segundo estágio fica preso através de um tubo elástico cirúrgico ao redor do pescoço pronto para ser utilizado. Uma boa prática é verificar periodicamente este regulador durante o mergulho, de modo a se certificar que ele está funcionando a contento no caso de ser necessário. Este primeiro estágio também tem o manômetro, cuja mangueira desce diretamente para baixo e deve ter o comprimento ajustado de modo a permitir que o manômetro seja preso via clip ao "D-Ring" localizado no lado esquerdo do cinto do "harness". Todas as mangueiras devem ter seus comprimentos exatos para garantir a arrumação perfeita do conjunto e evitar a formação de "bolsões" de mangueiras. Exemplo: a mangueira de alta pressão do manômetro deve ter 66 centímetros (26 polegadas), indo em linha reta do primeiro estágio ao "D-Ring" do lado esquerdo do cinto do "harness". Você consegue arrumar e rotear as mangueiras da maneira apropriada com quase qualquer regulador disponível. Não se incomode com as "portas especiais" de determinados reguladores, que prometem maior fluxo de gás. Qualquer BOM regulador é capaz de garantir o fluxo de gás que você necessita através de qualquer porta. Método George IrvineO George Irvine utiliza o método Hogarthiano original, onde a maioria das mangueiras de baixa pressão se cruzam atrás do seu pescoço, de maneira que você possa escutar qualquer vazamento - sua caixa craniana transmite perfeitamente o som. A mangueira de alta pressão pode seguir diretamente, pois qualquer vazamento produzirá um som muito alto.
Método JJ
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