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Nas
minhas primeiras expedições Açorianas as "sten" e "cobra"
eram-me imprescindíveis. Depois, com o aparecimento dos elásticos "megaton",
reverti a minha posição, ao ver o Zé Manel Martins e o João Pedro Barreiros
caçar exclusivamente com armas de elásticos. Quando fui para Moçambique,
deparei com a "supersten" do Duarte Moreira Rato, em volta
da qual perdemos horas! Mas ele não usava outra coisa! Em Angola, voltei
a deparar-me com estas armas e uma crença generalizada de que outras
não satisfaziam. A surpresa pela potência dos elásticos foi grande,
e o Pedro Neves, usando dois pares foi pronta e africanamente alcunhado
de "Mega"!
Surgiu-me então a idéia deste artigo, fruto da experiência colhida e
para o que, chamo a atenção, se tratam de opiniões pessoais. Se as armas
de elásticos evoluíram e hoje atingem prestações notáveis, é graças
aos novos elásticos, tubos de carbono, arpões, etc.. Mas também as armas
de pressão evoluíram, o que foi tônica da "Mares" e da "Cyrano",
como depois da "Skorpio" da Omer. Levamos uma destas últimas
para a nossa última expedição em Angola e aí a testámos em rudes condições
de uso intenso bem como as nossas "cavalero elite" , "marlin"
e "rayo". Durante um mês, caçámos 22 dias, 5/6 horas normalmente.
Pouca manutenção se fez, apenas uma ou outra lavagem, endireitar e afiar
de arpões. Caçou-se em água livre e buraco, peixes de 5 a 60 kgs aproximadamente,
a saber: Capatões (pargoraiado/sama); pungos (corvina); meros; garoupas-chumbo
(espécie de badejo-da-ilha); chicacas/lucianos (família lutjanidae);
peixe-azeite (lírio). Ao Luiz Pitagròs de Almeida, experiente caçador
de Benguela foi confiado o teste da "skorpio", nós observamos
e comparamos com as nossas armas de elásticos:

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