Reportagens - Caça com Correnteza 1
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CAÇA COM CORRENTEZA

Qualquer tipo de caça pode ser praticado sob influência de uma corrente, no entanto, este fator também tem os seus limites, e as suas particularidades importantes para quem se depara espontaneamente com uma corrente, ou entra dentro de água deliberadamente com a água a correr para algum lado. A presença de uma corrente é normalmente sinônimo de partículas ou nutrientes em suspensão, larvas ou minúsculos seres em viagem. Como tal, estas características, fazem com que um local com corrente seja sempre uma área de grande atividade de peixe. Se as correntes forem fortes e regulares, maior será a concentração de peixe, dado que a determinadas horas do dia irão surgir os apreciados alimentos para muitas espécies e como tal as previsíveis presas para o caçador submarino atento. Baixas ou áreas fustigadas por correntes são sempre um local de eleição para o encontro de alguns pelágicos.

AS CORRENTES MARINHAS

As correntes marinhas podem ter várias origens. Algumas são praticamente fixas e correm sempre para o mesmo lado com pouca intensidade. Outras, porém, são fortes e podem ter origem nas marés, ventos e ondulação. Começando pelo fenômeno ondulação, as correntes que se formam perante esta situação podem ser ocasionais, mas bem definidas, e, em alguns casos, extremamente fortes. Com uma quantidade enorme de água a ser empurrada para a linha de costa (ondas), é natural que se vão criar lugares onde essa mesma água volta a regressar. Esses "canais" que normalmente funcionam como um correr da água, são mais fundos. Estas zonas podem ser ótimo locais de entrada para quem cace a partir de terra e tenha de ultrapassar uma zona de ondulação. São estas as zonas escolhidas pelos surfistas para saírem para trás das ondas sem terem de ultrapassar muitos espumados. Se não existir ondulação poderá não existir igualmente qualquer tipo de corrente. As correntes provocadas pelas marés, normalmente são cíclicas, podendo atingir muita força em determinados locais (como por exemplo a foz de um rio). Como tal, a caça nestes locais só é permitida no estofo da maré. Quanto maior for a amplitude da maré, maior será a corrente. As correntes provocadas pelas marés têm dois ciclos em cada 24 horas. Duas vezes a correr num sentido e outras duas vezes em sentido inverso correspondendo às duas preia-mar e às duas baixa-mar (duas vezes a encher e duas vezes a vazar). Os ventos quando são fortes podem também causar alguma corrente, normalmente é uma corrente fraca e superficial. Quando um caçador vai para dentro de água com uma corrente, obviamente deverá estar preparado para enfrentar as condicionantes desta situação. Com uma corrente forte provavelmente não vai andar a caçar ao buraco da mesma forma que o faria sem corrente. Quanto ao equipamento do caçador este é idêntico ao utilizado no seu dia-a-dia, apenas com a recomendação: o uso de um carreto e de um fio resistente na arma. Caso fique com o arpão preso, ou entalado em alguma pedra, este deverá estar apto a receber fortes puxões sem rebentar Consoante o grau de operacionalidade e de segurança de cada caçador este poderá utilizar mais algumas peças de equipamento, ou não.

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