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Nesta seção você encontrará dicas que certamente irão melhorar os resultados de seu mergulho.  

Confira algumas dicas para o mergulho noturno.

  • Próximo às áreas onde batem as ondas, há normalmente, maior quantidade de fauna marinha do que nos lugares protegidos e banhados por águas serenas. É fácil entender motivo. Existem sempre mais vida onde há maior oxigenação.

  • A riqueza da fauna também é maior nos pontos onde a correnteza exerce maior influência sobre uma ilha. Não importa a ilha - seja ela Fernando de Noronha ou a Ilha da Fantasia.

  • Se a correnteza chega contra uma "parede" e "sobe", esfregue as mão e parta para ação! Ali, a quantidade de nutrientes é maior e, portanto, os animais são mais numerosos. Esta lógica vale para todos os seres: onde há mais comida, também há mais candidatos à freqüência.

 

  • Responda rápido. Onde há mais fauna: nas pontas ou nas enseadas ? Se você cravou coluna 1, parabéns. É nas pontas, afinal, que existe mais oxigenação. Mas se você procura por animais mais "calmos", prefira as enseadas. Lá estarão lagostas, polvos e robalos, entre outros bichos.

  • Procure pela divisa entre as pedras e a areia. Essas "quebradas" são o endereço predileto de lagostas e badejos. Peixes de passagem também dão as caras: olhetes, olhos-de-boi, anchovas e xaréus. No começo da areia, você poderá encontrar, ainda, linguados deitados como se estivessem na praia, tomando aquele banho de sol.

  • No litoral sul do país, a corrente que presenteia os caçadores com águas limpas costuma aparecer com ventos do quadrante sul. A dica: nesta situação, procure a ponta sul de qualquer ilha. Ali, haverá mais animais marinhos, por ser área mais abonada em micronutrientes.

  • Os peixes de passagem apreciam as proximidades da divisa da zona de areia com as pedras. Mas há um outro endereço onde você também poderá encontrá-los com freqüência: nos cabeços. Cabeços ?!?! Sim, é isso ai. São aquelas pedras de fundo mais altas do que compridas. Elas servem de orientação para os peixes de passagem.

  • Um parcel (Ribuleira), a rigor, é aquele agrupamento de pedras que não afloram. Se você encontrar um lugar assim e, ainda melhor, isolado - fique frio e comemore. Vale sempre a pena mergulhar neste tipo de formação. Os parcéis (Ribuleiras) têm como fiéis inquilinos diversas espécies de peixes.

  • Esta dica você provavelmente você já conhece. Mas nunca é demais lembrar: Lugares onde, artificialmente, foram criadas "moradas" submarinas, costumam atrair muitos seres marinhos. Incluem-se ai embarcações afundadas, piers, plataformas de petróleo e emissários submarinos. Neste último caso, reza o bom senso evitar a área de escoamento.

 

  • Os peixes do litoral brasileiro não são chegados em água muito fria. As exceções são a tainha, a anchova e outros. A verdade é que, por detestarem água abaixo dos 17 graus, os peixes ficam cabreiríssimos quando ocorre o fenômeno da termoclima, que, em linhas gerais, se caracteriza por temperaturas conflitantes: muito baixas no fundo do mar e mais altas na faixa de cima. Quando isso acontece, eles sobem para escapar do frio. Melhor para o caçador: quando encontra termoclima aos; 12 m, por exemplo, ele saberá que a maior parte dos animais avistáveis nessa região estarão acima dessa profundidade. Ai é moleza. Até mesmo o praticante sem grande preparo físico encontrará boas presas e fará um bom jantar.

  • Não custa lembrar que a época do ano tem importância fundamental no mergulho. Qual a melhor ? Não se pode generalizar. Cada espécie de peixe tem seu ciclo próprio e, além do mais, toda região apresenta suas particularidades. 0 melhor é conversar com os pescadores e mergulhadores do pedaço. Eles lhe darão o caminho das pedras. E dos parcéis (Ribuleiras).

  • Nas saídas de baias e desembocaduras de rios, as Águas são mais turvas. Quando isso ocorre devido à grande quantidade de nutrientes em suspensão, então vale a pena mergulhar. Embora as condições de visibilidade raras vezes ajudem, estes lugares costumam ser atraentes - para os peixes e, claro, para o caçador. Atenção algumas vezes a Água pode estar turva devido ao lançamento de material poluente. Então, fuja.

  • Os fundos de corais são diferentes dos fundos de pedra também em relação aos seus habitantes. Você poderá mergulhar por um longo tempo sem ver nenhum dos chamados peixes esportivos. De repente, sem motivos aparentes, haverá uma grande quantidade deles. Por isso, é melhor mergulhar com quem conheça aquela área.

 

  • Para os pescadores de polvo, aqui vai um dica importante que facilitará seu trabalho. Quando, por acaso, o polvo se desgarrar do bicheiro, a rigor, é um pedaço de ferro torcido na ponta, parecido com um anzol gigante, e agarrar-se ao seu corpo, não tente arranca-lo, procure a pedra mais próxima e posicione-se próximo à ela, o polvo rapidamente largará seu corpo e correrá para a pedra, agora é só fisgá-lo de novo e bom apetite! OBS: Em muitos casos não há força que tire um polvo de suas costas ou rosto, apenas para lembrar!

  • Em caso de peixes grande demais, perco meu equipamento? A resposta é obviamente... Talvez!. Em caso de peixes grande, como exemplo arraia, atirá-se no centro do triangulo formado entre os olhos e coluna vertebral. Acertando o tiro neste local você tem 99% de chance de não perder seu arpão, já que, quase sempre o peixe nem se mexe, morre instantaneamente. Outro meio é, em um tiro de sorte, acertar a coluna vertebral do peixe e impossibilita-lo de mexe-se, o que não acontece com muita freqüência.



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