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OS 5 GRANDES DAS ILHAS - PORTUGAL
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No entanto não os incluo na minha escolha e exatamente por serem peixes de exceção, na ótica da caça submarina atual e possível. São grandes, mas de sonho, pois o seu encontro será demasiado casual para um caçador, o que não significa que não tentemos a sorte se tivermos a tal oportunidade! Também o troféu maior, o mero, nos está vedado por alegadas razões protecionistas, curiosas, pois que se for por rede, anzol ou qualquer outro meio, já a espécie não corre perigo! Se houvesse real intenção, seria o mero sujeito a quotas de captura e pesos mínimos, incluindo aquelas feitas em caça submarina, e até taxas de abate que seriam aplicadas na fiscalização, estudo e outras justas medidas de proteção. A morte do mero, ajudaria aos outros meros! Afinal alguém estará mais interessado na existência de meros do que nós caçadores? Deveríamos todos pensar bem nisto, incluindo a seção de Ecologia Marinha da Universidade dos Açores: afinal, que vimos nós fazendo no Mundo Submerso, senão Ecologia? De arpão sim, mas com sentido da responsabilidade e amor pelo mar e pelos peixes, tentando divulgar e educar, chamando a atenção para as regras que devem reger a nossa atividade, de modo a que esta possa sobreviver, a par dos peixes que capturamos e nos fascinam, nesta estranha e apaixonante relação de caçador-presa, que nos faz VIVER momentos inexcedíveis por esse mundo fora, desde sempre, e espero que para sempre, pois será sinal de que também os nossos troféus continuarão a existir, percorrendo livres o mar, sinônimo da nossa própria liberdade: humanidade informatizada que tentando compensar o desenfreado desenvolvimento, extingue afinal tanto os caçadores como as presas! Vamos então aos nossos 5 Grandes das Ilhas:
Este peixe tem uma nobreza de porte e comportamento, comparável á de um toiro de lide: é verdadeiramente heráldico e digno de um brasão de cavalaria subaquática! Atinge dimensões impressionantes, para lá dos 2m e 50kgs, a partir dos 4/5 kgs começa a desenvolver todas essas qualidades que o tomaram mítico. Encontram-se três ou quatro espécies, mas todas tão semelhantes que apenas o referimos por curiosidade. Começa por ser um fantasma que aparece e desaparece no azul do horizonte submarino, esfumando-se como uma visão e materializando-se, num passe de mágica, junto a nós: esta é desde logo a qualidade que mais nos impressiona. Trata-se de um peixe magnífico, esbelto e dinâmico, de uma cor metálica e indefinida que conhece variações fantásticas. Verdadeiro peixe de água livre e por sua vez grande caçador, pode ser encontrado debaixo de grandes arcadas submarinas onde constitui memorável visão. As pontas e pedras ilhadas como as baixas, são o seu campo de caça, ao nascer e pôr do Sol, que mais contribuem para a magia do ambiente em que esta caça se vai desenrolar. A sua entrada é franca, de frente como em torneio de cavalaria, e olhando-nos nos olhos, onde lê as nossas intenções; faz-nos autênticos passes de capote, numa lide apaixonante. Arpoado, reage ainda com nobreza, arrancando em força e poder, levando tudo atrás, levando ao máximo resistência do material e nossa força. Puxa sempre, para a frente e para baixo: tem de ser dominado à unha e faca, pois nunca se entrega. O momento alto desta caça é exatamente este corpo-a-corpo, de que jamais se abdicará a favor do bicheiro manejado do barco, para onde foi arrastado pela linha: assim é pesca industrial, não caça e luta leal, com tão nobre adversário. Se algum peixe realiza um caçador, esta é seguramente uma caça digna de rei e nos faz sentir isso mesmo.
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