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Caça Sub realizada no Azul, conhecida como pesca oceânica,
é uma categoria pouco conhecida no Brasil. São poucos atletas que praticam
essa pescaria, devido as dificuldades impostas pela Na
Bahia, exceto alguns atletas que por curiosidade às vezes vão até
as regiões dos Baixios, localizados próximos à costa baiana, no
caso da área costeira de Salvador, que começa acentuar-se apenas a algumas
milhas, caindo até 4.000m. Essas
regiões profundas são bastante próximas à orla do Corsário e Pituba
até o Rio Vermelho, Praia do Forte e Guarajuba, sendo
o esplendor da pesca oceânica a região dos Currais de Sauipe,
pesqueiros a 200m de profundidade, que apresenta grande concentração de
"olho de boi" e "tubarões". Os
Baixios da Pituba são marcados pela forte correnteza e pela apresentação
dos belos exemplares de "barracudas", "cavalas verdadeiras" e "atuns". Essas
regiões oceânicas, caracterizam-se por serem locais de passagem dos grandes
cardumes de peixes que deslocam-se próximos à costa, na migração Norte
– Sul. São regiões com visibilidade sempre superior a 50 m. na horizontal, e 30 m. na vertical. Apresentam-se
fortes correntezas e grandes mudanças nessas águas marítima. A
Pesca no Azul deve ser praticada com bastante cautela, pois apresenta
grande risco ao caçador, que poderá defrontar-se com grandes exemplares
de predadores, que estão famintos por uma fácil alimentação. Constantemente
os pescadores vêem peixes superiores a 100 kg, que simplesmente aproximam-se
das embarcações, para capturar os peixes fisgados, que são puxados à superfície. O
IBSRC – Comitê Internacional que regulamenta a pesca sub na região
Azul, constantemente atualiza os recordes registrados pelos caçadores,
pelo mundo. A região da costa do Panamá, no Pacífico e a
região do Golfo do México, no Atlântico, são exemplos de
locais onde existem grandes concentrações de peixes de grande porte. Os
americanos e australianos são os caçadores mais tradicionais deste tipo
de pesca sub, mas o Brasil poderá abocanhar essa liderança, quando
a pesca no azul se firmar em águas brasileiras, pois nos pertencem varias
regiões onde os grandes cardumes ainda existem e não são explorados, como
é o caso da região dos Penedos de São Pedro e São Paulo
e tantos outras ilhas oceânicas. A
Bahia homologará o recorde do Bijupira (68 Kg), peixe
de grande força que se caracteriza pela facilidade de aproximar-se do
pescador e pela grande luta que o torna um grande brigador, após ser arpoado.
Existem histórias de exemplares capturados na região da Baia de Todos
os Santos, com peso superior aos 100 Kg., fisgados por pescadores de linha,
que habitualmente pescam à noite, no canal principal entre Salvador e
a Ilha. Exagero
à parte, a pesca no Azul exige grandes conhecimentos dos caçadores,
que deverão estar atentos ao esforço descomunal do peixe que tentará livrar-se
com toda força possível. Mesmo Essa
pescaria deverá ser extremamente estudada, pois é grande o índice de fatalidade
entre os aficionados que
à praticam. Eles acidentam-se principalmente após arpoar o peixe que deverá
ser apagado, quando exige a maior cautela do pescador, pois este, caso
haja enroscamento com as linhas dos arpões, fatalmente padecerá carregado
pela presa. As
armas indicadas são as Pneumáticas tipo Asso
115 e Asso 135, com bastante pressão, e grandes
bóias que deverão estar fixadas aos arpões por meios de elásticos, para
diminuir a tensão da força do peixe, e uma embarcação solta de pequeno
porte, que servirá de apoio ao caçador. Usa-se
também os grandes arbaletes, com diversas borrachas, pois na pesca oceânica,
não é necessário longo alcance e sim firmeza na penetração do arpão, pois
os grandes exemplares As
armas Asso 115 e Asso 135 já foram testadas por caçadores
baianos e foram aprovadas em 100 % de suas tentativas. São armas que deverão
ser manuseadas por pessoas experientes, que saibam armá-las, pois apresentam
grande dificuldades devido as suas dimensões e a tensão da pressão. O
que as tornam as melhores armas para Pesca Sub no Azul. |