O Brajane
Default
Google
Página Inicial

   

 O BRAJANE

 

Verão de 1995 - Juntamente com os parceiros de mergulho Jorge, André (vulgo cara de combi), Rambo e mais um colega, que vou colocar o pseudônimo de "Nil", partimos para uma viagem de caça sub rumo à Cova da Onça, ilha situada próximo a Morro de São Paulo - Bahia, local pouco explorado, com muitas pedras afastadas do litoral. Durante todo o percurso de ida da viagem, nosso colega Nil perguntava: "Será que lá tem Tubarão?".

Chegamos, Alugamos um Barco e fomos Caçar. Nada de peixe. Mas, a todo momento nosso colega Nil se aproximava e perguntava: "Será que aqui tem Tubarão?".

No segundo dia de caça, durante a viagem de barco, a todo momento nosso colega Nil perguntava: "Será que tem Tubarão?".

Já no pesqueiro, o barqueiro nos deixou em um extremo da pedra e levou o barco para o outro. Quase não víamos o litoral e o barco estava tão afastado que parecia uma formiga no mar, e nada de peixe. Enquanto, a todo momento, o nosso colega Nil perguntava: "Será que aqui tem Tubarão?".

De repente, André, o mais experiente da turma, atirou em um peixe de mais de 2 metros, próximo a mim. O peixe pulou para fora da água, com suas escamas prateadas que brilhavam muito com a luz do sol. O peixe começou a correr e André parecia que estava passeiando de esquí, e a todo momento gritava: "Vem um, vem um". Quando eu estava me preparando para ajudá-lo, O nosso colega Nil subiu para a superfície da água e perguntou: "que peixe grande é esse que André arpoou?". Nesse momento, me veio uma vontade incontrolável, e quando dei por mim, eu estava gritando bem alto: "É tubarão, Porra!".

Eu nunca ví nada igual na minha vida! Rambo nadava para um lado, Jorge nadava para o outro, Nil nadava e gritava. Naquele momento, até o nadador Xuxa perderia feio para os nossos novos recordistas mundiais de nado livre. Quanto mais eu ria, mais bebia água. Por pouco não morri afogado, sem conseguir parar de rir.

Alguns minutos depois, o peixe, um camurupim gigantesco, escapoliu do arpão de André e conseguiu fugir. Quase me mataram.

... Ah! Foi nessa viagem que eu ganhei o carinhoso apelido de "Brajane", dado por Messias, o dono do barco, que nos acompanhou na pescaria. A todo momento ele me chamava pelo mencionado apelido. Todos riam quando eu me afastava e ficavam quietos quando me aproximava. Momentos antes da despedida perguntei ao barqueiro "porque Brajane?". Ele respondeu: "Ora, sua jaqueta de caça é azul; sua máscara é azul; seu pé de pato é azul; sua sunga é azul; sua faca é azul; sua espingarda é azul; você é todo gordinho e nós chamamos por aqui o Budião Azul de Brajane."





Acquiring image from ProHosting Banner Exchange