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O mergulho recreacional ou de competição
é reconhecidamente uma das atividades mais seguras dentre todas
as modalidades desportivas. Ocorrem relativamente poucos incidentes em
relação aos demais esportes, porém, quando um acidente
ocorre na água, ele acontece em um ambiente mauito desfavorável
e o que poderia ser um evento de menor importância na superfície,
ocorrendo na água, pode dar início a uma série de
conseqüências que rapidamente se tornam dramáticas e
impõe risco imediato de vida. Essa é a razão por
que mais de 60% das fatalidades que atingem mergulhadores em atividade,
evoluem para o óbito por afogamento, sendo a hipotermia a segunda
razão.
É preciso ressaltar que o afogamento é o processo de morte,
mas não a sua causa básica. Ao examinarmos as causas de
morte no mergulho, devemos examinar o modo como as pessoas mergulham.
E é neste aspecto que localizamos de fato a imensa maioria das
causas morte de mergulhadores.
Essa avaliação das causas básica envolve não
só questões relacionadas a equipamento e treinamento, mas
também e especialmente à saúde e aspectos psicológicos.
Muitos mergulhadores desconhecem ou desconsideram suas próprias
limitações ou seus próprios fatores de risco e realizam
seus mergulhos à revelia do mero bom senso. Infelizmente esquecem
que o mergulho é uma atividade solidária e não solitária
e, portanto, depende de uma interação entre seus praticantes
o que pressupõe companheirismo e responsabilidade.
Em decorrência destes conceitos podemos estabelecer dois planos
de ação:
1 - O papel do próprio mergulhador, procurando se informar e atingir
um nível ótimo de treinamento e conhecimento;
2 - O papel do profissional de saúde especializado - o médico
hiperbárico - que ao ser solicitado pelo mergulhador consciente,
deve investigar possíveis fatores pessoais de risco e abordá-los
de forma objetiva e esclarecedora.
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