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           TUBARÕES             

Peixes da ordem dos Chondrichthyes (devido ao esqueleto cartilaginoso), subordem Squaliformes. Estão tão bem adaptados ao seu meio ambiente que praticamente nada evoluíram nos últimos 300 milhões de anos. Em todo o mundo são conhecidas cerca de 380 espécies (80 no Brasil) com tamanhos entre 0,15 e 18 mt, Quase todos são marinhos, carnívoros e pelágicos, habitando águas costeiras e oceânicas, da superfície ao fundo em
praticamente todos os mares e oceanos. Apenas 32 espécies já provocaram acidentes ao homem (15 no Brasil).

A seleção natural dos tubarões já começa através do canibalismo intra-uterino, ou seja, os filhotes que primeiro de formam no útero já estão dotados de dentes afiados e passam a devorar primeiramente os embriões e depois uns aos outros, sobrevivendo apenas os mais aptos, normalmente de um a quatro de um total de ate 15 gerados inicialmente. Alem se selecionar os melhores, este sistema faz com que os filhotes retardem ao maximo o nascimento (devido ao alimento disponível) e, ao nascer, estejam fortes e crescidos evitando de serem predados por outras espécies.

Possuem um sistema nervoso muito primitivo, com cérebro pequeno e muito pouca sensibilidade a dor. podem demorar muito a morrer, ainda que seriamente feridos. Diversos casos já foram relatados de cações eviscerados (com as vísceras para fora) que continuavam lutando e até mesmo comendo as próprias vísceras. Agem exclusivamente por instinto e suas reações são muito imprevisíveis.

Sua visão atua melhor de perto, ate 2 mt. Em algumas espécies podem ajustar mais longe (ate 15 mt). Tem a vantagem de possuir um grande numero de bastonetes na retina o que os torna bastante eficientes na escuridão.

Seus sentidos mais afinados são o olfato e a sensibilidade a vibrações (mecanismo de audição). Seu olfato lhes possibilita identificar uma gota de sangue a 300 mt de distancia. De fato, grande parte de seu cérebro serve especificamente para esta função. 

Atrás de cada olho dos tubarões, existe um ouvido interno capaz de detectar vibrações vindas de longa distancia. Esta sensibilidade, junto com o olfato, são os primeiros mecanismos utilizados na detecção de comida. As vibrações de peixes doentes, feridos ou que se debatem descoordenadamente são facilmente identificadas e podem provocar a curiosidade do tubarão..
Através de suas linhas laterais (serie de canais tubulares que se estendem da cabeça a cauda) são capazes de captar vibrações de media e baixa freqüências, correntes, mudanças na temperatura e pressão da água, assim como localizar obstáculos e alimentos em águas turvas.

A cabeça, especialmente o redor do focinho, apresenta pequenos receptores sensíveis a temperatura, salinidade e pressão da água com capacidade de detectar campos elétricos gerados pelos organismos de outros animais, como o batimento cardíaco de peixes que estejam por perto. Seus dentes, triangulares, pontudos e extremamente eficientes, não são bem
fixados a mandíbula por não possuírem raiz. Para compensar esta deficiência, são providos de varias fileiras de dentes de reposição dispostas em posição reversa, atrás da fileira que esta em uso. Entretanto, dependendo da espécie e da região da mandíbula, o numero de fileiras em uso
simultâneo pode chagar a cinco. Quando um dente se perde, o que esta logo atrás se move para tomar o lugar. De tempos em tempos toda a fileira e substituída. Esta reposição ocorre por toda a vida. Existem algumas espécies, porem, que fazem a reposição conjunta de toda uma serie de dentes, ficando cerca de uma semana sem o jogo completo. Esta característica e uma adaptação muito interessante e útil ao tubarão. Devido a enorme potencia de sua mordida (pode chegar a 300 kg/mm2) e ao fato de muitas vezes morderem coisas duras e resistentes, o tubarão poderia ficar por alguns instantes preso a sua vitima, o que seria prejudicial a sua respiração. desta forma, basta que ele balance a cabeça para perder os dentes e se livrar da vitima. 

A ausência de bexiga natatória, órgão hidrostático comum aos peixes ósseos, implica na falta de flutuação. Somando-se a isso existe o processo de respiração comum a maioria dos tubarões. Por não possuírem um sistema que lhes permita succionar a água, necessitam forçar sua entrada pela boca para que passe pelas brânquias. Estas duas características condenam a maioria dos tubarões a nadar constantemente. Se, por algum motivo, pararem, afundam e podem morrer sufocados. Entretanto, algumas poucas espécies podem ficar paradas e deitadas no fundo. Uma delas e o tubarão ou lambarú (Gynglymostoma cirratum), que parece ter evoluído seu sistema respiratório de forma parecida com as raias, o que lhe permite ficar imóvel no fundo. Outros conseguem ficar parados apenas em locais onde existam fortes correntes.
A conseqüência desta necessidade constante de movimentação e um enorme desgaste e necessidade de energia. Resultado: estão sempre com fome.

 

 



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