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setembro 30, 2003

Carta aos anticapitalistas do mundo

By Robson Caetano

"— Saudade do subdesenvolvimento. Quando éramos subdesenvolvidos pelo menos tínhamos uma esperança"
Paulo Arantes, filósofo, sobre o governo Lula

Infelizmente, tudo leva a crer que não será dessa vez que você se tornará capitalista, pelo simples fato de que você deseja algo que os cristãos chamam de paraíso, os budistas de nirvana, etc, onde todos são felizes, todos têm suas necessidades básicas satisfeitas e ninguém explora ninguém.

Entretanto, nós, seres humanos, historicamente, procuramos construir um mundo melhor, mesmo diante das adversidades naturais e de nossas atitudes, muitas vezes, contraditórias, resultantes dos nossos próprios sentimentos e emoções. E, mesmo diante dessas limitações, temos conseguido fazer um bom trabalho e isso está diante de nossos olhos todos os dias.

* Nos últimos 50 anos, tornamo-nos mais ricos do que nos últimos 500 anos.

* As crianças não morrem mais como moscas, como há menos de 150 anos. Nunca se teve tanto acesso à saúde.

* Há comida o suficiente para toda a população da Terra, fato inédito em nossa história.

* Hoje, a expectativa média mundial de vida do ser humano é mais do que o dobro do que era há 100 anos e a tendência permanece ascendente. Nunca se teve tanto acesso à saúde.

* O ser humano não é mais um ser fétido, resultado de doenças de pele crônicas, e de dentes invariavelmente podres. Nunca se teve tanto acesso à saúde.

* Hoje, trabalha-se menos e, por conseguinte, temos mais tempo para o lazer.

* O analfabetismo caiu em todo o mundo mais nos últimos 40 anos do que nos 100 últimos, pois, temos mais acesso à educação.

* Hoje, o ser humano circula mais por todo o planeta, do que há menos de 100 anos. Até meados do século XIX, uma grande viagem, de uma forma geral, significava uma viagem de até 30 km contados a partir do local de residência. Indo um pouco mais longe no tempo, as pessoas basicamente nasciam e morriam no mesmo lugar em que nasceram, sem terem conhecido qualquer outro lugar.

* Nunca se teve tanta liberdade de ir e vir, seja por avião, carro, navio, metrô, ônibus, etc. Os mesmos meios que garantem a comida que comemos todos os dias.

Obviamente, esses itens descritos estão ao alcance da maioria da população mundial, o que não significa que devamos deitar sobre os louros, pois ainda há muito o que melhorar. A história nos mostra que os únicos países que se tornaram ricos e desenvolvidos foram as democracias liberais. As democracias liberais e o inerente capitalismo terão pela frente muito trabalho para melhorar ainda mais a qualidade de vida do ser humano, mesmo para além de suas fronteiras. O mesmo capitalismo que nos oferece todas essas facilidades e bem-estar, através da lei da oferta e da procura que dá a base para o funcionamento do mercado, para que nos tornemos mais felizes e mais saudáveis, ainda vai ter que se desenvolver ainda mais para garantir uma "cobertura" ainda maior. Mesmo que para isso, as leis de mercado entrem em ação para excluir de seu "corpo", os maus capitalistas.

Veja o caso da Enron, por exemplo. Assim como muitos de nós recorremos a um analista para nos tornarmos pessoas melhores, o capitalismo tem, também, seus mecanismos internos para se manter sempre no caminho da evolução, expurgando aquilo que não funciona ou que está funcionando mal. Pode ser até que haja uma demora, porém, as crises vão mostrar onde estão as falhas e o que deve ser mudado. Exatamente o que ocorre conosco, seres humanos, e, assim, os benefícios obtidos vão se tornando maiores do que os malefícios.

Muito já se discutiu sobre o capitalismo e até outros sistemas econômicos foram tentados, mas, todos pereceram sem deixar "heranças abençoadas", muito pelo contrário. Países que ainda tentam algo diferente mantêm-se na esteira do atraso, do horror, da pobreza e, junto com essa última, toda sorte de mazelas e adversidades.

Outros pensadores até vaticinaram o fim do capitalismo, mas, de uma forma muito estranha, ele não só permaneceu no mundo, como principal sistema econômico, como tudo indica que será longevo. Tudo isso, porque ele possui, a meu ver, uma característica muito semelhante a de uma nossa, seres humanos: a contradição. O capitalismo, assim como nós, sobrevive às crises graças as suas próprias contradições, contradições essas que, no jogo de disputa de forças, impulsiona a humanidade, a maior interessada, mais e mais para frente, evolutivamente. Basta olharmos a nossa volta e perceberemos que o capitalismo deu certo pelo simples fato de ele respeitar a natureza humana em todas a suas nuances, mesmo nos países em desenvolvimento. Em outras palavras, o capitalismo é reflexo de nossa própria natureza humana e de suas aspirações, com todas as suas qualidades e imperfeições.

Hoje, assistimos a toda uma discussão inócua, muitas vezes, cínica, e, na maioria das vezes, ingênua, de cunho eminentemente ideológico, consciente ou não, que enfoca as contradições do capitalismo apenas pelo lado "ruim", sem levar em consideração toda a prosperidade e elevação que o lado "bom" trouxe para a humanidade como um todo e sem levar em consideração, igualmente, que é inerente ao sistema a solução deste lado "ruim", em que pesem todas as crises e o sofrimento envolvidos. Como a exploração do homem pelo homem a que você se refere, por exemplo.

Recorro, mais uma vez, à história, para lembrar que a exploração do ser humano não é privilégio do capitalismo. Estados e povos da Antigüidade, como a Grécia, o Egito, a Babilônia, Roma e até os judeus possuíam escravos. As mulheres eram objeto de desconfiança e não tinham qualquer participação na sociedade. As crianças também tinham que trabalhar, desde muito cedo, para garantir o sustento da família. As pessoas trabalhavam até o dia de sua morte. Naqueles tempos, a vida valia muito pouco e ainda não havia a consciência do que hoje chamamos de humanismo, fruto direto do cristianismo.

Logo, naquela época a exploração era um direito natural dos que detinham algum poder, tão natural quanto o direito à livre expressão que temos hoje em dia. Olhando para trás, dá para se ter uma dimensão de como as coisas mudaram. Bem ou mal, o capitalismo induziu a grandes transformações sociais e sem elas, esse sistema econômico não teria o menor sentido. Veja o caso do analfabetismo, doença e da fome, por exemplo, e sua relação com o capitalismo. É possível imaginar o capitalismo moderno em meio a uma população de analfabetos? Ou de pobres? Ou de doentes? Ou de famintos? Essas são as principais bases sociais para que esse sistema econômico floresça e que, historicamente, tem encontrado seu potencial total de realização nas democracias liberais.

O que hoje chamam de "exploração dos capitalistas gananciosos, malvados e sem coração" pode ser traduzido como um sentimento difuso e frustrado que muitas pessoas possuem de reação contrária à falta de oportunidades que outras pessoas ou nações têm e que lhe são negadas, por quaisquer motivos. Seria um exemplo clássico de um dos sentimentos mais universais: o sentimento de inveja. Geralmente, os que propagam essa idéia encontram-se em países que não administram bem seus recursos naturais e financeiros e cujos Estados, para sustentar a si próprio, sua elite governante e seus "clientes", sugam a maior parte da riqueza produzida, não devolvendo aos cidadãos a contrapartida dos impostos cobrados: um serviço público de excelência e uma possibilidade de qualidade de vida aceitável. Economias que misturam o capitalismo com alta intervenção estatal desestimulam ou até mesmo extinguem qualquer chance de oportunidade, como o que está acontecendo com o nosso Brasil, já há algum tempo. Os que reclamam da exploração deveriam se voltar para seus próprios governantes e exigir um ambiente que fosse mais propício ao surgimento de mais e mais oportunidades, seja pelo voto, seja por manifestações populares, como passeatas, carreatas, etc.

Indo para o extremo oposto do espectro, poderíamos perguntar a um inglês, a um australiano, a um tailandês ou a um americano se eles abririam mão do capitalismo para tentar um outro sistema econômico. Certamente não vão querer mudar absolutamente nada, mesmo com todos os problemas envolvidos, por um só motivo: "em time que está ganhando não se mexe".

Para mim, está claro que esta carta não é uma tentativa para convencer quem quer que seja. Ela deve ser tomada como base, caso queira, para o incremento da afinação de um instrumento pessoal interno de percepção de mundo, pois, quando passamos a acreditar no discurso malicioso que diz que o mundo em que vivemos se sustenta na exploração da desgraça alheia, mesmo quando a maior parte das coisas a nossa volta nos mostra histórica e insistentemente o contrário, é sinal que algo dentro de nós está tão esquizofrenicamente em desacordo com a realidade, que acabamos por perder todo o senso de moralidade.

Talvez chegue o dia em que a verdade se desnude inqüestionavelmente diante dos olhos bem abertos da humanidade e, concomitantemente, o sentimento de vergonha da descoberta inexorável de que se acreditava em um discurso infantil, coonestado e amoral de ideologias do tipo "espírito de porco", que se sustentava, se beneficiava e se retroalimentava em uma desgraça alheia contextualizada alhures, exceto na realidade. Nada diferente do que sempre nos ensinou a história.

Posted by m_gama at 09:20 PM | Comments (4187)

setembro 28, 2003

Olha a cabeleira do Zezé, será que ele é...

Toda a polêmica do post anterior não reside inicialmente na afirmação de que o Führer fora um esquerdista. Antes, é claro, precisamos assentar que diabos vêm a ser um esquerdista, do contrário, qualquer conclusão seria tomada a priori, sem a procedente justificação.

Um esquerdista convicto, por definição, é um ser desprovido de cerca de 95% da massa encefálica comum ao homem adulto e saudável. Ele só se encontra vivo em tais condições, por que lhe restam os 5% responsáveis pelas funções vitais do organismo. Estudos recentes comprovam que a disfunção neurológica esquerdista é característica de indivíduos possuidores de um diminuto senso de responsabilidade, da qual fogem, e, como não poderia deixar de ser, de um desdém às liberdades individuais. Eles abdicam do direito à procura pelo progresso, delegando todo o sucesso ou infortúnio de suas vidas medíocres aos ditames de uma entidade superior, onipresente e onipotente, concretizada na figura do Estado Grande. Entregam-se aflitos, mas resolutos, às garras do poder dominador, assim como uma virgem donzela permite-se ser possuída por um experiente galanteador. Em suma: são seres que, impossibilitados de gerir suas próprias vidas, transmitem esse encargo a outrem, mesmo conscientes de que tal atitude usurpará suas liberdades completamente.

Entretanto, essa chaga não é congênita. A contaminação se dá em doses homeopáticas, mediante contatos diários com a propaganda esquerdista e, concomitantemente, observa-se uma progressiva atrofia cerebral, impossibilitando desta forma uma cura tardia do mal. Por conseguinte, existem no mundo uma infinidade de pessoas contaminadas em maior ou menor grau com o esquerdismo. À medida que um povo, uma nação converge à esquerda, aumentando o controle estatal sobre vida das pessoas e, em primeiro lugar, sobre a economia, identifica-se no seio dessa gente uma epidemia esquerdista.

Foi isso que aconteceu com a Alemanha Nazista. Apesar de ainda não ter sido totalmente devastada pela mazela vermelha, pois manteve a propriedade privada, a economia alemã foi marcada por um domínio mui próximo do Estado. Tal economia não seguia a autonomia das leis do mercado, mas obedecia, qual um cachorrinho, a um planejamento estatal do que poderia ser produzido e como. Em outras palavras, um empresário alemão da época tinha certa autonomia para administrar sua empresa e embolsar seu quinhão dos lucros, desde que seguisse os objetivos traçados pelo governo alemão. Em todos os aspectos da sociedade alemã, via-se um dedinho nazista infiltrado, desde as manifestações artísticas à produção industrial. A vida alemã passou a ser ditada por decretos estatais autocráticos. Hitler era, pois, um autêntico esquerdista.

Posted by m_gama at 08:25 PM | Comments (3617)

setembro 27, 2003

Hitler was a Leftist

Recomendado por um mui amigo leitor, posto-o aqui e rogo a todos que repassem o endereço deste site. Não é nenhuma novidade. Mas quando você, direitista e liberal, for chamado de nazista ou fascista pelos seus contestadores, mostre este site para eles.



Hitler was a Leftist



"We are socialists, we are enemies of today's capitalistic economic system for the exploitation of the economically weak, with its unfair salaries, with its unseemly evaluation of a human being according to wealth and property instead of responsibility and performance, and we are all determined to destroy this system under all conditions." --Adolf Hitler

"Somos socialistas, somos inimigos do sistema econômico capitalista atual que explora o fraco, com seus salários injustos, com o julgamento do ser humano de acordo com sua riqueza e propriedade em vez de sua responsabilidade e eficiência. Estamos determinados a destruir este sistema de toda maneira."

Ele era ou não era de esquerda? Hein? Hein?

Posted by m_gama at 04:47 PM | Comments (2795)